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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Direito não é somente Lei e a sua letra fria. Direito não é o monopólio de uma teoria. Direito é também Poesia!


Além do horizonte normativo e da frieza da lei, existe um universo onde o Direito é manifesto. Onde o Direito é ciência. É interpretação. Protesto. É argumentação. É verso.
E há vários livros de Introdução ao Estudo do Direito que ensinam justamente isso: as dimensões do Direito, as suas conexões com outras áreas e seu eterno acompanhamento da efervescência da sociedade.
Pois é, o ordenamento jurídico é aquecido e se adéqua com o tramitar das circunstâncias coletivas. E com outras palavras, agora sem juridiquês, ocorre assim: “pode vir quente que eu estou fervendo”. É essa a música que o Direito costuma cantar em sintonia com as mudanças sociais. E continua ao som de Erasmo Carlos: “Se você quer brigar e acha com isso estou sofrendo? Se enganou meu bem…”
Na verdade, engana-se quem pensa que o Direito é somente a letra da lei concebida por uma linguagem técnica. Toda legislação encontra-se adormecida em um tranquilo estado de repouso. São os intérpretes e juristas – sujeitos ativos com suas múltiplas emoções e pensamentos – que acordam as leis para aplicá-las na busca do que é certo, do que é justo, ou, por vezes, em busca do que ainda é apenas um sonho.
Nesse sentido, me posiciono aqui. Declaro que pertenço à corrente (talvez, de loucos, e poucos) que acredita que o Direito exalta poesia, vida e lirismo!
Dessa maneira, a função poética que o Direito cumpre faz com que a ciência jurídica se estabeleça como um legítimo fator de transformação humana, dentro da esfera valorativa e necessária de respeitar o próximo, de conciliar sentimentos e de efetivar o senso de justiça.
E como já deu pra notar, por meio da minha visão idealista, enxergo um “Direito poetizado“, que traz no lugar de armas e violência, ideias e argumentos. Assim, esse Direito representa uma das alternativas existentes contra a força bruta e contra a falta de dignidade nas relações.
Essa é a forma que encontrei de amar ainda mais o Direito, a querida ciência do “depende”. E dependendo da situação, Direito pra mim é pura poesia! É aquilo te liberta e da indiferença te distancia.
Por isso, criei o projeto Poerídica com o objetivo principal de humanizar o Direito através de poesias e músicas jurídicas.
E para concluir essa nossa reflexão, cito aqui uma frase do escritor francês, Jean Giraudoux, que expressa muito bem a essência e o dinamismo jurídico:
“Não há melhor maneira de exercitar a imaginação do que estudar Direito. Nenhum poeta jamais interpretou a natureza com tanta liberdade quanto um jurista interpreta a verdade”.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

"A Casa do Golpe" - Paródia da música “A casa” de Vinicius de Moraes

Com o resultado do julgamento do processo de impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, fica consumado hoje (31/08/2016) o golpe de Estado no Brasil. País este que antes era entendido como um "Estado Democrático de Direito.

Agora estamos de luto pela Democracia. Hoje temos mais uma prova de que o poder não emana do povo. Emana do jogo sujo das elites que são capazes de tudo, de violar a Lei Maior para alcançar seus interesses próprios.

Senado (A Casa do Golpe)

Era uma Casa
desmoralizada
onde a Constituição
foi rasgada.
Formaram uma quadrilha
bem organizada
para "legitimar"
a grande farsa.
O devido processo legal não existia ali
pois eles já estavam combinados entre si.
Não importava
os argumentos da defesa,
mesmo sem crime
a fraude foi feita.

E assim no Senado
a história foi revista:
20 com a Democracia
contra 61 golpistas.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Música: A Mulher do Direito - musa inspiradora dos poetas juristas

A Mulher do Direito é a minha musa inspiradora! Isso é fato, consumado, transitado em julgado!

Como todo poeta, ter uma musa é primordial, é quase um direito fundamental!

E posso dizer que sou privilegiado, pois como "poeta jurídico", a Mulher do Direito pode tanto ser uma advogada, quanto uma estudante, uma delegada, uma juíza, uma promotora e tantas outras mulheres fascinantes, que fazem a minha inspiração se renovar e não ter fim!

Então, esta música que fiz é em homenagem a todas essas mulheres juridicamente maravilhosas! "A Mulher do Direito" é uma composição de poesias que escrevi e que costumo postar na Poerídica com a hashtag #AMulherAdvogada. E, num certo dia, juntei alguns versos dessas poesias e os musiquei, coloquei uma precisa e simples melodia, e assim, nasceu essa canção...

A Mulher do Direito


Ela é doutrinada
pela corrente majoritária
do amor.
Ela é a norma aplicada
sempre em vigor,
a expressão mais clara
da personalidade dominante.
Ela é a legislação mais rara
de uma sociedade pensante.

Ôô...mulher
O Direito te caiu perfeito.
Ôô...mulher
Esse seu jeito
entrou em vigor no meu peito.

E nesses termos,

Mulher,
a coisa mais linda julgada,
a dama feroz vestida
de advogada!

Assista o vídeo e se inscreva no canal da POERÍDICA

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Poesia na OAB e na FGV!

No último Exame da OAB, o examinador da FGV se deparou com um texto não muito convencional, uma poesia jurídica na peça.



“Estou eu muito feliz
e grato!
Não quis fazer
O exame da OAB
De imediato
Assim que me formei.
Quis esperar
O tempo que achei
Melhor.
E exerci na boa
Esse meu direito.
Quis fazer este ano.
E fiz do meu jeito.
Fiz uma poesia
Na peça prático profissional.
Quis correr o risco
Com essa atitude
Nada convencional
De ser reprovado.
Mas, a contrario sensu,
Hoje há no mundo
Mais um poeta advogado!”

Caros amigos! É com imensa alegria (e com poesia) que comunico a minha aprovação no último Exame da OAB. Aqui no JusBrasil já vinha postando alguns poemas jurídico, e também através da minha página Poerídica, pratiquei bastante o meu lado juridicamente poeta.:-) Certamente, posso dizer que isso me deu muita confiança para fazer poesia na prova.
O XIX Exame de Ordem Unificado, na matéria de Direito Constitucional, enunciou para a peça prático-profissional um caso sobre a morosidade do Congresso Nacional que ainda regulamentou o art. , inciso XXIII, da Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988. E visando essa regulamentação, determinado partido político, com representação no Congresso, queria ajuizar a medida judicial objetiva apropriada.
Sendo assim, a peça cabível que o examinador da FGV aceitaria era uma ADO, Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão.
Bom, foi isso que eu escrevi, uma ADO, só que um pouco diferente, né. Enderecei, qualifiquei o legitimado e estruturei a peça corretamente, porém, quebrei a formalidade quando poetizei na Fundamentação da Ação. No tópico “Do Direito” não contive minha alma de poeta e ali escrevi alguns versos sobre o direito em questão.
4,2 foi a nota que o examinador me deu na peça. Aí vocês poderiam pensar: “Será que ele te tirou 0,8 porque você fez poesia onde não devia?” rsrs certamente não foi por isso (e que bom!). Os décimos que perdi foi por descuido de citar alguns artigos.
Então, desse modo podemos concluir que fazer poesia não é descuido! É sim algo muito importante para esse mundo que precisa mais de lirismo e sentimento.
Vamos poetizar o Direito! \o/ Continuarei assim (mais do que nunca) manifestando o amor pelo Direito através de poesias jurídicas…:-D