sábado, 2 de março de 2013

Quem somos Nós para NÃO fazer Direito?


A poesia a seguir é fruto das inspirações jurídicas. É a forma mais sadia que encontrei de brindar todo o Curso de Direito com meus pares (formandos de Direito da UniFOA 2008/2012).
Contenho um enorme prazer de apresentar este texto incomum, mas que é muito comum com as opiniões, pretensões e ideias dos aprendizes de Direito.

A nossa Colação de grau, marcada para dia 15 de março 2013, aguarda a leitura dessas palavras cobertas de sesibilidades e aprendizados, todos colhidos durante a faculdade (sensibilidades e aprendizados que não se esgotam aqui).

Formandos de Direito da UniFOA - Turma da Noite - 2012
 
Quem somos nós para NÃO fazer Direito?


Quem garante a livre convicção

e o senso de justiça perfeito?

Se toda regra induz uma exceção,

quem somos nós para fazer Direito?

 

Estudamos, a princípio, a Ciência Jurídica

como uma unidade sistemática, robusta e coerente.

Porém, nossos pensamentos e ideologias são flexíveis,

não são como normas aplicadas em superfície carente.

 

Chame o legislador, o doutrinador, o professor...

quem tem razão quando o mundo é controverso?

Onde está a corrente majoritária ao nosso favor?

Qual a solução para o contraditório inverso?

 

A nossa causa de pedir fundamenta-se no saber ilimitado,

quem é aprendiz não se convence com o trânsito em julgado.

Nós somos a prova principal do mais importante inquérito,

pois temos no princípio da dignidade o nosso mérito.

 

A cada instância da vida, agravamos nossa vontade de sorrir.

E diga-nos: qual legitimado não tem esse interesse de agir?

A certeza não é o julgado procedente à argumentação,

a única certeza é a dúvida que nos leva à reflexão.

 

Com base nas cláusulas pétreas fortalecemos a boa-fé

e de ofício alcançamos voo além da previsão legal.

Toda a ética profissional entregamos sem contrafé,

pois não vivemos pelo litígio, e sim pelo convívio com a paz social.

 

Quem garante a livre convicção

e o senso de justiça perfeito?

Se toda regra induz uma exceção,

quem somos nós para fazer Direito?

Ou melhor,

quem somos nós para NÃO fazer Direito?

 

Somos vários cidadãos e uma sociedade,

somos todos intérpretes da solidariedade,

somos os direitos e deveres da legislação,

somos pura assistência, a sábia proteção.

 

Nós somos pedaços de um 'Vade Mecum' sem final,

nós somos os capítulos da Doutrina atual,

nós somos a prudência da sentença judicial,

nós somos a esperança do que for constitucional!


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