terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Licitação amorosa



 Para escrever esta Poesia Jurídica (Poerídica), tive como base três fontes:

  • O inciso XXI do artigo 37 da Constituição Federal;
  • A Lei nº 8.666/93 (Lei de Licitações);
  • E um coração a procura de um amor verdadeiro…rs




Poerídica: Licitação amorosa

Vou fazer uma Licitação
para contratação
de uma paixão
pro meu coração.

Mas o objeto a ser contratado
não tem um valor estimado.
Não sei se faço
concorrência, concurso ou leilão.
Não sei se faço
tomada de preços, convite ou pregão.

Já estou especificando no edital
as regras do procedimento licitatório.
Quero uma pessoa que seja igual
àquela do meu sonho ilusório...
aquela de linda personalidade,
pobre de maldade,
rica de bondade,
entre outras muitas qualidades...

Sei que está difícil, hoje em dia,
encontrar alguém de confiança
que te respeite na alegria
e na tristeza te dê esperança.
Por isso, uma Licitação
legítima e honrosa
ajudaria a selecionar
a proposta mais vantajosa
que eu deveria homologar.
E, se durante ocorrer
uma improbidade
ou ilegalidade
na Licitação amorosa
peço anulação
ou revogação
por conduta viciosa.

O único problema disso tudo é:
Se eu fizer uma Licitação
o julgamento terá que ser objetivo.
E se a melhor proposta
não combinar comigo?
Pode ser que a pessoa mais carinhosa,
bonita, meiga, simpática e maravilhosa
não seja a ideal.
Todo coração é meio anormal
e completamente irracional,
não se vincula a nada!
Às vezes, a pessoa mais certa
é a pessoa mais errada...

Assim, pensando bem,
é melhor eu não fazer Licitação,
pois minha Licitação
é juridicamente impossível,
não compensa,
estou num caso de inexigibilidade
ou de dispensa.

É melhor eu abrir Sucessão
no meu coração
para atuação
da herdeira legítima.
Esta sim será a dona
da minha paixão
mais íntima!

Rafael Clodomiro

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